Assim como uma ONG (Organização Não-Governamental) o NS tem a missão de causar impacto social e/ou ambiental positivo, mas assim como qualquer empresa tradicional de sucesso, é autossustentável financeiramente e administrado de forma eficiente, transparente, ética e profissional, com equipe de executivos qualificados, que recebem remuneração de mercado e com benefícios superiores aos de mercado.

Vemos o modelo de Negócios Sociais onde o lucro é 100% reinvestido na causa como apenas um dos bons caminhos a serem seguidos, mas este é o caminho que nós escolhemos para testar e levar diversidade ao ecossistema de Negócios de Impacto.

Vale ressaltar que o NS visa sim ter margem e lucro, para que o projeto tenha recursos financeiros suficientes para superar eventuais dificuldades, para sua expansão e, para que desta forma, consiga ampliar o seu impacto positivo na sociedade.

Sendo assim, a única diferença quanto ao aspecto financeiro desse modelo de negócio é que os investidores de um NS concordam em, após receber o principal investido, reinvestir integralmente os dividendos no NS com a finalidade de maximizar o impacto social e/ou ambiental a que se propõe.

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Entendemos que essa diferença facilita a condução dos negócios e manutenção do foco no objetivo principal do NS que é gerar mudanças positivas na sociedade. Quando o gestor tem a pressão de entregar o retorno financeiro prometido aos sócios e/ou investidores, é comum que essa se torne o foco prioritário dos executivos, disputando assim a atenção que deveria estar integralmente voltada para o impacto social. Queremos que os executivos tenham em mente apenas um foco: maximizar o impacto social. Para assegurar a manutenção desse impacto ao longo do tempo, a empresa deve ser superavitária e não há qualquer duplicidade de foco nisso pois, buscar manter a empresa operando “no verde” é apenas a condição básica para assegurar a longevidade dos impactos positivos que os NSs pretendem causar.

Por fim, o modelo de NS permite inovações como o subsídio cruzado: quando o mesmo produto tem preços diferentes, por ser vendido para pessoas com condições sociais distintas e o produto mais caro – com maior lucro –  subsidia o produto mais barato – sem lucro ou com prejuízo. Esse mecanismo pode ser necessário para assegurar um  preço acessível para pessoas que precisam do serviço ou produto mas têm pouca ou nenhuma condição financeira, sem que se abra mão do resultado financeiro positivo da operação, necessário para a sustentabilidade financeira do negócio.

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